sábado, 29 de abril de 2017

Vai trabalhar vagabundo

Lá pelos 18/20 trabalhava com Teatro, então era todo fds, e reclamando dos feriadões que esvaziavam o Rio e consequentemente a bilheteria. E o trabalho não é só aquelas 2 h de peça, são múltiplas atividades durante a semana toda, sem horário, e ainda o fazer acontecer. Depois trabalhei com Hotelaria, feriados e eventos = folgas canceladas, domingo - 1 por mês e olhe lá! Depois call center da Embratel, filhos pequenos. Dias de festas dobrava pra ganhar extra e bater metas, e seguíamos calendário internacional "comemorando" tudo! Quantos Dias das Mães longe dos meus filhos, Natais que cheguei atrasada (Salve Ivanete Terra!), Reveillons que virei trabalhando, aniversários que passei sozinha, férias vendidas pra pagar contas. Virei empresária! Ai q acabou mesmo a minha paz! Até sonhando eu trabalhava! Meus filhos dormindo no chão da dispensa do restaurante. O peso de lidar com muita energia e gente sinistra na night. Segundas fechava pro público, e eu na faxina, compras, fornecedores, contas. A responsabilidade, não só com o meu patrimônio e família, mas com outros que também dependiam de mim. Fui ingênua quanto as pessoas, fui roubada quanto ao material, mas sonhei e fiz sucesso! E hoje, SPH, não me culpo por ter investido em tantos que só se aproveitaram de mim - eu ganhei na vida, e eles perderam uma sincera e grande parceria. Atualmente to trabalhando em modo econômico. O corpo cansou, minha cabeça quer arte e minha alma quer paz. Não há tempo mais para desperdiçar trabalhando, preciso é ir a praia!!! Mas continuo fazendo faxinão num domingo. rsrs Maus hábitos são difíceis de mudar.
Gratidão a Vinícius Pinheiro Melo e Laís Melo pois somaram a força de vocês a minha.

26/03/2017

Adentro

Eu enlouqueço dentro de mim,
em frases curtas de lava
e em silêncios frios de morte
Eu enlouqueço dentro de mim,
caminhando com a chama dos meus olhos
por labirintos escuros assombrados
Eu enlouqueço dentro de mim,
enfiando meus dedos no meu sexo e em minha boca,
e eles se encontram nesse oco
que fora de mim, está dentro de mim
Eu fora de mim,
eu fora
adentro

03/04/2017

Triste Glória

Ando com tristeza e pesar pela Glória. De ponta a ponta tomada por viciados, mendigos e "shopping chão" - que sem preconceito,mas por nossa experiência, em muitos casos são fachadas para receptadores. As janelas pro mundo, tv e internet nos invadem com desrespeito, ganância, criminalidade, nas calçadas esbarramos com pobreza,vícios e falta de solidariedade. Digo falta de solidariedade pois entendo que aquele que dá um trocado, paga um lanche, dá coisas pra serem vendidas, se auto-engana que esteja auxiliando o fim de uma disparidade social. A falta de um alento momentâneo talvez fosse mais útil por forçar mudanças. Pior ainda, já ouvi moradores dizerem que "dão um agrado" pra se manterem mais seguros! "Não mexe com a tia, ela é da nossas!" Máfia, milícia, políticos... é sempre o cidadão sendo abusivamente manipulado e extorquido. Vejo anos de trabalho voluntário da antiga AMA Glória que conseguiu intervir no projeto de modernização do bairro com recuperação de patrimônio, replanejamento da iluminação, rotinas de cuidado do Parques e Jardins e COMLURB, diálogo direto com a RA e a FAMERJ, uma construção de anos que foi destruída de tal forma que inclusive os registros da atuação vitoriosa foram deletados do Fb. A gestão atual, que deriva de um golpe usurpador, por moradores que tinham ambições políticas e financeiras, abandonou o bairro. É certo que todas as pressões e desgostos que sofremos em âmbito nacional, se agravam e saltam aos nossos olhos ao entrarmos e sairmos de nossos lares e trabalhos. Nunca me furtei como cidadã a participar das reuniões nos colégios dos meus filhos, no condomínio, nas Associação de Moradores, pois creio no poder da atuação direta no "nosso quadrado" pra influenciar no todo, Um corpo é feito de células.
19/04/2017

Ativamente

Ativa a mente,
fica ligado que o tempo foi roubado,
e o do lado já plantou semente
09/04/17